Resumo
Os museus são bons para pensar, sentir e agir”. Este é o título do texto de Mário
Chagas e Cláudia M. P. Storino, publicado na revista Musas de 2007. A hipótese
aventada neste trabalho é a de que os museus também são bons para ensinar e aprender história, pois catalisam reflexões sobre o tempo. E a noção de tempo é um fator chave na construção do raciocínio histórico. Nossa principal referência teórica é Paul Ricoeur, para quem o tempo ganha contorno e extensão na medida em que é articulado de forma narrativa. Assim, analisamos as narrativas dos sujeitos envolvidos em uma visita escolar ao Museu de Artes e Ofícios, em Belo Horizonte, buscando compreender as noções de tempo produzidas nessa experiência educativa.