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Balança
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Documento
Metadados
Miniatura
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Número do Objeto
1754
Denominação
Título
Balança
Período
Origem
Dimensões (cm)
319,00 x 71,00 x 190,00
Descrição
No centro há um travessão reto (a barra principal da balança), mais grosso no meio, todo decorado com relevos em forma de folhas, linhas e arabescos. Do meio desse travessão sai uma haste vertical articulada, também enfeitada com frisos e desenhos em espiral. Nela está preso o fiel (parte central que marca o equilíbrio), em forma de ponta reta, com a parte de baixo torcida e decorada com enrolamentos. Nas duas extremidades do travessão, há ganchos duplos de ferro, articulados, ornamentados com desenhos em espiral e finalizados no alto com uma coroa armilar (símbolo em forma de esfera usada como referência astronômica). De um dos lados, esses ganchos seguram dois pares de correntes de elos ovais, que sustentam embaixo um grande prato retangular de madeira (onde eram colocados os objetos a pesar). Do outro lado, os ganchos seguram uma grande haste de ferro: sua parte de cima é curva em forma de “S” e a parte de baixo é bifurcada em “V”, dobrada em duas barras horizontais paralelas, que provavelmente serviam de contrapeso ou apoio. Toda a balança é sustentada por cima por uma corrente grossa de ferro com sete elos, presa a um gancho que se engata na parte superior da balança. Essa corrente é ligada ainda a uma haste em forma de “U”, usada para fixá-la a um suporte superior.
Marcas e Inscrições
No travessão, entre os desenhos fitomorfos, em uma das faces: "17-67". Na outra face: iniciais "HL...?....LB" As paralelas da haste grande apresentam duas marcas ilegíveis, por causa do desgaste.
Artista/Criador
Não Especificado
Informações de uso
A balança de dois pratos é um dos instrumentos de medição mais antigos da humanidade, utilizada para comparar pesos por meio do equilíbrio entre dois recipientes suspensos. Seu funcionamento baseia-se em uma haste central com braços iguais: de um lado coloca-se o objeto a ser pesado e, do outro, pesos-padrão até que o fiel indique equilíbrio. Criada há cerca de cinco mil anos no Antigo Egito, a balança também possuía significado simbólico, aparecendo em rituais ligados ao julgamento das ações humanas. Durante séculos, foi essencial no comércio, nas feiras, farmácias e laboratórios, garantindo medidas consideradas justas e confiáveis. No Brasil, seu uso acompanhou os sistemas de pesos herdados de Portugal e esteve presente tanto em estabelecimentos urbanos quanto no comércio popular do interior. Alguns modelos podiam pesar pequenas quantidades com grande precisão, enquanto outros suportavam cargas maiores em mercados e armazéns. Mesmo com a substituição pelas balanças eletrônicas, a balança de dois pratos permanece como símbolo tradicional da medição, da justiça e das relações comerciais antigas.
Forma de Aquisição
Referências Expositivas
A exposição “In Slavery’s Wake: Making Black Freedom in the World” foi apresentada de 13 de dezembro de 2024 a 8 de junho de 2025 no National Museum of African American History and Culture, em Washington, D.C.
A mostra analisou como a escravidão racial e o colonialismo ajudaram a moldar o mundo moderno e ainda influenciam desigualdades no presente. Entre os objetos exibidos estavam esta balança e cinco pesos do acervo do MAO, que foram associados ao comércio nas plantações e apresentada como símbolo da lógica econômica que tratava pessoas escravizadas como mercadorias.
Como parte de sua circulação internacional, a exposição também chegou ao Brasil com o título “Para além da escravidão: construindo a liberdade negra no mundo”, apresentada no Museu Histórico Nacional, no Rio de Janeiro, de 13 de novembro de 2025 a 1º de março de 2026. A mostra reuniu cerca de 100 objetos, imagens e filmes que discutem os legados da escravidão e as diversas formas de resistência e construção da liberdade negra ao redor do mundo
Referências
ZUIN, Elenice de Souza Lodron. Balanças: as rotas de uma herança ancestral. Revista de Matemática, Ensino e Cultura – REMATEC, Belém/PA, n. 45, e2023006, 2023.
AFONSO, Júlio Carlos; SILVA, Raquel Medeiros da. A evolução da balança analítica. Química Nova, [Rio de Janeiro], v. 27, n. 6, p. 1021-1027, 2004. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S0100-40422004000600030.


